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Veja uma pequena mostra dos desenhos

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Ano não é novo e sim bem velho...


Estamos entrando em 2011.
Já discutimos vida há três milênios.
Os homens apesar disso, não cansam de pensar em modernizar todas as nossas antigas idéias.
Se nisso pensarem, chegarão a conclusão de que o mundo Universal, por mais antigo que seja, merece uma vida nova.
Nós, seres humanos, sempre buscamos aparecer no palco da vida tendo preparado um enredo que possa nos levar a um sucesso individual. Sejamos nós engenheiros, médicos, educadores, eletricistas, mecânicos ou pregadores religiosos.
No entanto, a vida exige de nós uma forte discussão sobre esse tema e aqui no Brasil se conclui hoje, que um dos nossos patrícios deixa um governo de oito anos seguidos de muito crescimento e muita aprovação.
Essa aprovação foi feita por um povo não somente de duzentos milhões de brasileiros, mas um povo Universal, que passará a vida a analisar se devemos seguir conselhos ou conceitos, pois esse homem que sai de um governo dirigindo autoridades, legisladores e pensadores de uma raça multicolorida, nos deixa uma grande lição.
Quem é velho na realidade é o mundo e não nós que aqui vivemos, pois esse exemplo cita a história de um membro familiar que em discussão eterna provou que quem é bom já nasce feito.
Feliz Ano novo a todos ! Paz, inteligência e muita sabedoria daqueles que já nascem feitos em 2011.
(Jorge Queiroz - 31/12/10)
Fonte da imagem:walldesk.com.br

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !

CAPÍTULO XX

Waldemar tinha absoluta certeza de que o Sr. Gonçalo e sua esposa, Dona Alexandrina,iriam compreender e ajudá-lo nesse novo passo, pois tinha confiança no seu apreço.
E assim, as coisas da vida entraram num processo de aceleramento normal, tudo começando a acontecer realmente.
A mudança de residência da noiva de Paulista, a Mancinha, se realizou no mês seguinte. Ela foi morar na rua Jorge Rudge, em Vila Isabel.
O Paulista, que também já tinha mudado de emprego, iniciava lá, com uma grande expectativa de crescimento numa nova carreira profissional.
Fez os acertos na padaria,como, ou seja, de prestar algum serviço contra o pagamento do quarto, que já ocupava há mais de sete anos.
O tempo parecia passar muito rápido, e no novo emprego, Paulista, muito prático e responsável, ficou encarregado de montar o esquema de controle, não só, do estacionamento por demais movimentado, como também, o controle dos trabalhos inerentes à manutenção e abastecimento dos carros de Governo e área privada e realizava tudo com grande segurança, o que já lhe rendia uma melhoria salarial.
Com sua preocupação inteiramente voltada para a sua noiva, via-a naquele novo esquema de vida, com um aumento considerável de tarefas domésticas, haja vista o tamanho da casa de dois pavimentos onde foi residir.
Como se isso não bastasse, ela ainda tinha a responsabilidade de cuidar da criação de galinhas, bem como alimentar e tratar dos porcos e dos cachorros, que em número de três, faziam a guarda da casa. Passou a ajudá-la nos finais de semana.
Num determinado dia, o senhor Anthero, pai de Arnaldo e Mancinha, apareceu, inesperadamente, na casa do cunhado para conhecer o Paulista. Sem qualquer rodeio, claramente disse que aquela situação não poderia continuar, sugerindo a Paulista que resolvesse a vida de qualquer forma.
Considerou que aquela vida era muito sacrifício para Paulista e Mancinha, sobretudo porque sua nora Jandira não gozava de boa saúde, pois tinha uma erisipela na perna direita, que a prejudicava muito na locomoção, além de viver em constante tratamento médico e recomendada de repouso.
Então, o futuro sogro de Paulista afirmou que ia conversar com o seu cunhado Arnaldo, seu filho, e ia ajudar pagando a um empregado para fazer aquela parte pesada do trabalho.
Seu objetivo principal era que o casamento de Paulista e Mancinha se realizasse logo. Disse também que autorizaria e assinaria a emancipação da filha.
Deixou claro que queria que Paulista providenciasse tudo para, no máximo dali a seis meses.
Nessa época decorria o ano de 1933.
Waldemar, o Paulista, respondeu ao futuro sogro que já ganhava para manter uma casa modesta num subúrbio próximo, onde pudesse pagar um aluguel.
O sogro replicou que ele não se preocupasse tanto, mas que fizesse de tudo para não deixar sua filha passar fome. Waldemar prometeu começar a se organizar e marcou uma festinha de noivado para a semana seguinte, bastante emocionado com a aprovação de seu Anthero.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(Continua amanhã)

Tem sim !

É uma tremenda mentira dizerem que o duro não tem tesão...

Frutas brasileiras

Choro nessas linhas por você!

Antes de rolar uma nova lágrima,
Tentarei colocar em seu rosto,
Um sorriso lindo de menina...
Você é o sonho autêntico,
De um homem não adormecido,
Você é o mundo em carinho,
Transformando coisas,
Pessoas...
Joga a felicidade...
E dá vida ao que a aguarda...
Tem os olhos bem atentos,
À ternura,
À bondade e
À esperança...
Querida, você é gente,
Que me tornou
O homem mais forte
E, por certo,
Persistente...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano!



CAPÍTULO XIX

Acrescentou a novidade da mudança para a Rua Jorge Rudge, ali em Vila Isabel, pertinho da casa do Noel Rosa, no inicio da Boulevard Vinte Oito de Setembro.Mancinha respondeu que já sabia onde ficava, perguntando se não era perto do Turf Club, onde existiam as corridas de cavalo. Firmou que gostava muito do compositor, Noel Rosa.
Lembrou a Waldemar que conhecia o samba de Noel (Folha de Jornal). A música lembrava a ela um momento de sua vida quando, sem casa para morar, dormia na casa de uma amiga e vizinha que fazia sua cama de jornais velhos.
Feliz, Mancinha já se alegrava em sentir que todo o namoro com Waldemar, seria regado às canções de Noel. Já sentia a emoção de poder ver de perto Noel Rosa cantando na praça Barão de Drumond.
Waldemar continuou contando o restante da conversa com o cunhado, não esquecendo de dizer que contou ao irmão dela que mudaria de emprego, pois ia deixar a padaria durante o dia e fazer alguns trabalhos à noite para compensar o aluguel do “quartinho”, nos fundos da panificação. Orgulhoso, explicou a Mancinha que assim também teria a oportunidade de ajudar ao antigo patrão a controlar os estoques de produção, que era um dos seus encargos, pois sempre foi o seu principal homem de confiança naquela área.
Como já passava das vinte e três horas e Waldemar tinha que encontrar a padaria ainda aberta para poder entrar para o quartinho,despediu-de se Mancinha e foi para casa.
Antes, Mancinha pediu-lhe que chegasse um pouco mais cedo no dia seguinte.
Waldemar prometeu que tão logo resolvesse com o Sr. Gonçalo, o dono da padaria, sua saída de lá, devido a nova oportunidade de emprego, estaria com ela.
Waldemar tinha absoluta certeza de que o Sr. Gonçalo e sua esposa, Dona Alexandrina,iriam compreender e ajudá-lo nesse novo passo, pois tinha confiança no seu apreço.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com

(Continua amanhã)

E não é ?

Um mandato é de segurança.
No entanto, o mandado é sempre um inseguro...

Formas e cores

Minha obra

Uma bela obra do acaso,
Vem trazer a nós,
Felicidade...
Estamos agora no mesmo barco,
E a força que nos une
Vem do amor
Que brotou lentamente,
Durante anos...
Sinto que o importante
Estará sempre na ânsia,
E ainda na grande vontade
De te ver
E te tocar...
Pois, só assim
No olho a olho,
Na pele a pele,
Me sinto em paz...
Como é delicioso sentir,
Como é vibrante te tocar...
Você, mulher minha, completa...
Faz de mim, fixação...
Muda atitudes e gestos,
Dá vida, inspiração...
Te adoro e amo,
E te dedico com loucura,
Minha doce,
E eterna paixão...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano!

CAPÍTULO XVIII
Com satisfação, apadrinhou o casamento com sua irmã Mancinha, uma doce menininha muito inteligente e responsável, apesar da sua pouca idade.Pedia a Paulista que fosse em frente nos seus objetivos.
Colocou-se a disposição para ajudar nos seus novos processos de trabalho, com muito gosto, para que tudo corresse bem. O cunhado lamentou não poder empregá-lo com ele, pois como já havia falado, ele passava seis dias da semana em acampamentos e queria contar com o Waldemar para lhe ajudar naquela tarefa que não era fácil para ele, de tomar conta da sua família, mas que acreditava, futuramente, se as coisas melhorassem, ele teria a liberdade de colocá-lo no emprego junto com ele.
Acreditava, no entanto, que isso não seria necessário, porque já sentia que Waldemar era de extrema capacidade e não precisaria de ajudas pessoais para vencer na vida, pois já o via como um vencedor!
Em seguida, lancharam aquele lanche da tarde gostoso, com aquele pão delicioso e aquela manteiga lá das Minas Gerais, que Waldemar trouxe.
Depois de conversarem bastante, ficou acertado que o cunhado passaria para a sua esposa Jandira tudo que tinham acertado , ficando combinado que caberia a Waldemar de contar no preto e no branco, tudo o que haviam conversado, para a sua querida irmãzinha, aquela boa e dedicada amiga, que cuidava dos seus filhos como se fosse mãe deles. Agradeceu a Waldemar aquele primeiro entendimento, frisando que, por ele, o cunhado, Waldemar já estava liberado para, oficialmente, iniciar o seu namoro com sua irmã, aquele anjo de pessoa.
Ai então o Paulista, saiu da sala e foi para a varanda da casa, onde a Mancinha, preocupada, mas feliz, o aguardava.
Aproximou-se e lhe deu um beijo na testa, contando tudo sobre o que haviam conversado.
Acrescentou a novidade da mudança para a Rua Jorge Rudge, ali em Vila Isabel, pertinho da casa do Noel Rosa, no inicio da Boulevard Vinte Oito de Setembro.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(Continua amanhã)

Peça a Êle...

Bata um fio para Deus e peça a Êle que tire o demônio da sua linha...

Flor de liz

Meu caminho é te amar...

Tão dignos um do outro,
Tão amigos,
Tão amantes...
Criativos,
Tão constantes...
Travemos a falta de crença,
Joguemos pró alto a indiferença
Pra não alimentar descrenças...
Reveja o que já disse...
Torne a ler,
Volte à primeira linha,
Doce da minha vida,
Azul da minha luz...
Estou como a Terra,
Diante da Lua,
Quero sentir você,
Em todas as fases...
Estou como a Terra,
Diante do Sol,
Quero sentir de perto,
O teu calor...
Observarei com cuidado,
Nossa primeira primavera...
Vendo os pássaros e as flores,
Tentarei sempre sonhar,
Pois meu caminho é te amar...

domingo, 26 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano!

CAPÍTULO XVII

Perguntando a Paulista se podia lhe chamar de Waldemar, demonstrou imensa satisfação em conhecê-lo.
Continuou dizendo que na família ele não ia ser um “Paulista”, uma vez que era um grande Pernambucano de nascimento. Garantiu que iam se dar muito bem. Chamando-o de cunhado afirmava que as coisas da vida de ambos estavam mudando juntas.
Paulista disse, com entusiasmo, que sua vida também estava cheia de mudanças para acontecer.
Prosseguiu dizendo que já trabalhava na Padaria há quase sete anos, e como as pessoas mais antigas afirmavam, ele também queria crer que as coisas sempre mudavam de sete em sete anos e que ele estava sentindo a proximidade das mudanças em sua vida, pois conseguiu fazer alguns amigos, sendo um deles, o dono da Oficina Municipal, que era ligada a trabalhos na área de Governo, mantendo contratos com os Governos do Estado e do Município, e também alguns mais raros, na área Federal.
Explicou que esse amigo o havia convidado para ser um dos responsáveis pela execução e funcionamento da área de segurança, uma vez que o número de carros que eram guardados nas garagens havia aumentado mais de trinta por cento ao ano.
Paulista confirmava que apesar de dever alguns favores ao dono da padaria que lhe havia dado o primeiro emprego, ia tentar um acordo para ainda prestar uma parte do seu trabalho sem remuneração, em troca do quarto de fundos que tinha como moradia junto com o gato que dormia com ele em cima dos sacos de farinha. Dizia que esperava que o dono da padaria dissesse sim ao seu pedido.
Acreditava que tudo ia funcionar muito bem para todos, pois ele não poderia perder aquele bom emprego que o senhor Alberto, dono da maior garagem da Cidade havia lhe ofertado.
Continuou dizendo ao cunhado que ia ganhar três vezes o que recebia na padaria. O cunhado Arnaldo retrucou, dizendo que acreditava firmemente que Paulista ia conseguir o que estava querendo, porque demonstrava ser um rapaz de confiança em todas as suas atitudes.
Com satisfação, apadrinhou o casamento com sua irmã Mancinha, uma doce menininha muito inteligente e responsável, apesar da sua pouca idade.
Pedia a Paulista que fosse em frente nos seus objetivos.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(Continua amanhã)

Sempre será...

Não é só o surfista que vive de onda, porque a vida sempre foi um mar agitado.

Flores do campo

Resistir

Resistir, resistir !
Eis a questão!
Não criar momentos pobres,
Não criar torturas irreais,
Nem sofrimentos,
Apaziguar ...
Apaziguar, com carinhos,
Apaziguar, com atenções,
Apaziguar, com esperanças,
Será sempre a solução...
Não deixar que a cuca estoure,
Não deixar que a cuca esquente,
Se não, acalmar...
O que será da gente ?
Tentei em vão ficar em silêncio...
Tentei em vão, me esconder ...
Não consigo,
É só tortura,
Muita dor no coração...
Enfim, passou o vendaval,
Enfim, nosso drama passou...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

As amarras de uma vida eterna


Belchior, Baltasar e Gaspar no dia do nascimento da fé, o nosso menino Jesus, juntaram-se a presenteá-lo, com as idéias de proteção da vida na Terra.
Sobretudo que para um rei temos que dar a essência da vida, a imunização dessa vida e a riqueza para que ele possa distribui-la.
Hoje, temos a certeza de que todas essas formas de presente dizem e confirmam que o homem em seu caminho de vida, se transformou num forte instrumento da ciência.
Antes do nascimento de Jesus, ninguém entenderia a virtude de cada um daqueles presentes dados pelos Reis Magos.
Hoje o ouro representa a riqueza mundial. O incenso o nosso meio-ambiente e a mirra a proteção individual que carregamos pelo carinho de nossas mães.
Lembro ainda que antigamente ao se aproximar o dia de Natal, simbolizava-se a festa com os nossos sapatinhos colocados nas janelas, para que ali ficassem depositados um sonho de esperança de uma criança que se inspirava em Jesus.
Aos amigos blogueiros, agradeço emocionado às várias manifestações de carinho recebidas nesse blog e aproveito essa data tão sublime, para transmitir a todos, os meus votos de um Feliz Natal, com muita paz, saúde, alegrias e amor.
Muito obrigado,
(Jorge Queiroz - 24/12/10)
Fonte da imagem:nadaesperes.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !



CAPÍTULO XVI


Paulista pediu que Mancinha permanecesse a seu lado e que não soltasse sua mão.Pediu também que ela prestasse muita atenção no que ia dizer ao cunhado, porque seria sua única testemunha!
Paulista foi entrando pedindo licença ao Arnaldo.
O chefe da família foi simpático com Paulista, a quem chamou de rapagão. Disse que ele lhe parecia muito educado.
Paulista confirmou para seu Arnaldo que realmente era muito educado e que não gostaria de ser um problema para ele, mas sim, uma pequena solução.
Arnaldo respondeu que já sentia que o rapaz era muito inteligente e que só traria ajuda a sua esposa, a sua irmã e aos seus filhos. Continuou dizendo que para simplificar a conversa, pois achava que homens não deviam falar muito, ia adiantar que sua esposa Jandira já havia lhe contado tudo.
Já sabia que o seu nome “Paulista” era um apelido dado por ele mesmo, que inteligentemente, não deixou de valorizar o Município onde nasceu. Frisou que aquele procedimento era uma forma de elegância e respeito. Prosseguiu, dizendo que Mancinha já devia ter lhe falado dele, que trabalhava arduamente num serviço que exigia muita responsabilidade e competência, no Departamento de Águas e Esgotos, e que em conseqüência, tinha que ter a cabeça em ordem para organizar os trabalhos dos seus funcionários.
Acreditava que Paulista havia chegado na hora certa em suas vidas.
Tinha certeza de que seria uma pessoa de peso na família. Estabeleceu que quanto aos horários, de visita à sua casa, seriam de quatro dias por semana, às terças, quintas, sábados e domingos.
Brincou com Paulista dizendo que assim, teria aos sábados e domingos, garantido a manteiga do café da manhã.
Continuou, firmando que quanto aos detalhes da casa, ficariam por conta da sua mulher,pois ela lhe diria o que seria de segurança para todos.
Perguntou a Paulista se ele estaria disposto a ajudar nas coisas que eram inerentes a presença de um homem na casa, como por exemplo, pequenos consertos de manutenção, necessários para o bom funcionamento. Lembrou de dizer ao Paulista que ficariam naquela residência por pouco tempo, pois logo deveriam mudar para o bairro de Vila Isabel.
Disse que lá, a casa era grande, com dois andares, um jardim na frente e um quintal muito amplo, onde tinha idéia de fazer um galinheiro e um chiqueiro, para ter sua própria criação.
Continuou, contando ao Paulista que tinha ao todo oito irmãos, e alguns ainda estavam definindo a sua profissão, sendo ele o melhor remunerado. Por isso, gostava de ajudar seu pai naquela tarefa. Explicou que seu pai tinha perdido sua residência,mas no próximo mês por coincidência, ele também teria uma nova casa alugada para os seus irmãos. Disse que aquilo iria acontecer exatamente no mês em que ele, o Arnaldo, ia mudar para a Rua Jorge Rudge, no famoso bairro do Noel Rosa, que Paulista teria o grande prazer de conhecer também.
Acreditava que aquela mudança não ia atrapalhar Paulista, pois Vila Isabel, ficava no início do Boulevard 28 de setembro, a quinze minutos da antiga residência.
Frisou que embora ninguém ainda soubesse dos seus planos de mudança, só havia contado para o Paulista porque havia sentido que ele era um camarada verdadeiro.
Perguntando a Paulista se podia lhe chamar de Waldemar, demonstrou imensa satisfação em conhecê-lo.
Fonte da imagem:rogeliocasado.blogspot.com.br
(CONTINUA AMANHÃ)

Não entendo...

O vinho era casto, o copo era virgem.
Não entendo a razão do bacanal...

Flor carnívora gigante

O sublime, o radical e o batalhador...

Foi sublime a noite de ontem,
Foi constante e aquecida...
Como se fosse a vida,
Preparada em fogão à lenha
E panela de barro...
Foi sublime,
Foi vibrante e inesquecível...
Como se fosse a vida,
Preparada com grande calor,
E com eterno amor...
E mais uma vez,
O amor triunfou,
Mostrando ao gesto radical,
Que o amor é digno do batalhador.
Vamos criar coisas,
Vamos sustentar idéias,
Vamos fabricar fatos...
Colecionar carinhos...
Vamos segurar as mãos,
Com a força que nos une,
Sentindo nosso toque de pele...
E com um abraço do transpasso,
Nunca limitar nossos passos,
Como ontem maravilhoso...
Continuemos sublimes e batalhadores...
Continuemos vibrantes e aquecidos...
Continuemos amantes e apaixonados,
E nunca, seremos radicalizados...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambuco!

CAPÍTULO XV

Ficou orgulhoso de constatar,com muito orgulho, que havia tomado o caminho certo, nos braços de um iluminado destino. Rendeu graças ao Jovino que havia lhe trazido, sem saber, para os braços daquela menina tão especial.
Feliz, Jovino dizia para Mancinha que se tudo de bom acontecesse por obra daquele encontro familiar que iriam realizar e se houvesse uma aprovação do seu irmão Arnaldo, ele prometia fazer de tudo para já ser considerado um membro importante da maravilhosa família que mostrava ter uma unidade de pensamentos.
Acreditava que tudo se devia àquela menina, que desde novinha, vinha procedendo como uma adulta, na organização daquela residência que por obra do seu trabalho, tinha sido de grande importância na ajuda ao seu irmão,haja vista suas constantes viagens pelo Rio de Janeiro.
Com sua cunhada Jandira, Mancinha cuidava do funcionamento da casa e das crianças já na idade escolar.
Paulista pensava em obter do cunhado uma autorização de estar com Mancinha pelo menos de três a quatro vezes por semana. Assim, também teria condições de dar-lhes uma ajuda responsável, que certamente iria tranqüilizar o futuro cunhado, para que não mais tão preocupado, pudesse trabalhar com mais calma.
Os dias da semana decorreram e finalmente, chegou o sábado tão esperado.
Paulista se arrumou com sua roupa nova e um sapato reluzindo de tão bem engraxado e partiu para a casa da Mancinha.
Não foi preciso chamar ou bater palmas, pois a menina já estava aguardando na porta da vila, ali na Rua do Rocha, hoje a conhecida Rua Ana Néri.
Mostrando um amadurecimento inexplicável para a sua pouca idade, Mancinha foi logo dizendo que seu irmão era muito bom e bom entendedor das coisas da vida e que Paulista não precisaria falar muito, pois ele era muito prático, estando certa de que teriam um bom entendimento.
Paulista pediu que Mancinha permanecesse a seu lado e que não soltasse sua mão.
Pediu também que ela prestasse muita atenção no que ia dizer ao cunhado, porque seria sua única testemunha!
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(CONTINUA AMANHÃ)

Coitados...

Estou triste com a Matemática, pois na conta dos pobres o resultado é sempre menos.

Fases da vida - dimensão do egoísmo

O sexto sentido

Após tudo,
Após o passo em sentido contrário,
Fui caminhando,
Imaginando coisas
E perguntando :
Será verdade ?
Logo após, estava em casa,
Logo após, a mente entrava
Em turbulência.
E mais uma vez, me perguntava:
Será verdade ?
Tudo que era azul,
Minutos antes,
Transformava em sombras,
Minha mente,
Só podia ter sonhado,
Será verdade ?
Após a turbulência,
E o diálogo inquiridor,
Pude dormir cansado e abatido,
Com o mais nobre sentimento do amor...
Será verdade ?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !



CAPÍTULO XIV
Mancinha ficou aguardando a resposta de Paulista que, em tom de brincadeira, fez suspense, dizendo que ia pensar muito a respeito.
Olhou para o relógio da padaria, imenso naquela parede de fundo e continuou o suspense.
Foi aí que disse: - um minuto nesse relógio grande, é muito grande também, por isso não vou deixar você nervosa. Já pensei menina, eu concordo, porque era o que eu mais desejava agora pra’ minha vida.
Continuou dizendo: - estamos entendidos, hoje é inicio da semana ainda e sua tia terá que esperar por mim mais um pouquinho, pois vou comprar uma roupa nova e estarei lá, na sua casa, no sábado, por que assim estarei bem mais à vontade.
Quis confirmar se o irmão de Mancinha também estaria por lá, pois, segundo ele, seria a pessoa ideal para conversar, haja vista que era o principal responsável pelo futuro da menina. Confirmou que estava muito feliz por ter a oportunidade de conhecer toda a família de Mancinha. Completou que caso não gostassem dele, seriam dois votos contra e ele teria as maiores razões para usar de sua pouca força política para convencê-los de que seria um novo motivo para a sua vida.
Disse para Mancinha que como até o final da semana ela ainda voltaria à padaria, teria que lhe prometer que não ficaria fazendo perguntas a respeito do que ele iria falar, porque lá, na hora da sabatina, com ela ao seu lado e de mãos dadas, ouvindo a tudo que por ele seria dito, ficaria melhor. Mancinha entendendo seu ponto de vista, concordou, acrescentando que tinha certeza de que eles dois tinham destinos parecidos,pois com a responsabilidade de vida que já tinham, iriam compreender aquela encruzilhada no destino de suas vidas. Prometeu pedir a ajuda de Deus, que com certeza, já sabia de todas as coisas que de há muito vinha acontecendo. Paulista respondeu que ficava feliz por ver que a cabeça daquela menina tão jovem, funcionava como a dele, com todo o otimismo do mundo, pois se assim não fosse, ele não estaria no Rio de Janeiro, naquele momento , resolvendo coisas do futuro das sua vida com aquela garota.
Pensou que se assim não fosse,ainda estaria no sítio do seu irmão, lá em Paulista, cuidando das vacas.
Ficou orgulhoso de constatar,com muito orgulho, que havia tomado o caminho certo, nos braços de um iluminado destino. Rendeu graças ao Jovino que havia lhe trazido, sem saber, para os braços daquela menina tão especial.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(CONTINUA AMANHÃ)

Será?

Será o Benedito ?
Vejam vocês que até hoje, não descobri quem êle era...

Família feliz!



Voltei a sonhar

Dia, após dia,
Noite, após noite,
A cada passo do sol,
E no clarão da lua,
Estarei sempre à espera,
De te ver, ouvir e sentir...
Não sei mais se um minuto
São sessenta segundos...
Não sei mais se um mês
São trinta dias...
Sei apenas que depois de
Te encontrar,
Um minuto passou a ter
Trezentos e sessenta e cinco dias....
De que adianta esse meu momento,
Se curtindo a paciência,
Aceito os segundos que sobram...
Sinto que a felicidade existe,
E a mãe natureza é sábia...
Trouxe você de presente
E me avisou,
Pra te encontrar...
Passe a observar !
Os dias estão mais bonitos,
O sol do inverno é mais quente,
Os pássaros cantam mais e mais....
A noite uma estrela me observa,
Segue meus sonhos,
Ilumina meu descanso,
E me deixa pleno,
Com todos os teus encantos...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !

CAPÍTULO XIII
A cunhada demonstrando preocupação, quis mais detalhes sobre o rapaz. Quis saber o nome completo do rapaz e depois conversar com o irmão de Mancinha, para caso ele consentisse no namoro,autorizá-la a convidar o rapaz para passar a freqüentar a casa. Complementou dizendo que ele poderia até trazer manteiga para que juntos tomassem um café bem quentinho. Pediu que Mancinha aguardasse o retorno da conversa com seu irmão.
Mancinha entusiasmada com a compreensão da cunhada, disse que no dia seguinte quando fosse à padaria buscar o pão, já falaria com Paulista. Não tinha muita certeza se ele concordaria em vir vê-la em casa, firmando um namoro, mas garantiu que se isso acontecesse, todos iriam gostar muito do rapaz, pois ele era um sujeito alegre, simpático e brincalhão. Explicou à cunhada que o nome dele de batismo era Waldemar, mas que era conhecido pelo apelido de “Paulista”, que ele mesmo adotou, por ter nascido no Município de Paulista, em Recife, Pernambuco.
Firmou que aquilo não queria dizer muita coisa , pois ela mesma era chamada de “Mancinha” quando seu nome era Hermance!
No dia seguinte, Mancinha se arrumou, o mais bonita possível, e partiu para a padaria, pois faria ao Paulista, o convite da cunhada.
Em lá chegando, esperou com calma que a padaria tivesse menos movimento e explicou para Paulista que quando teve que justificar a manteiga, a cunhada ficou um pouco intrigada, dizendo que falaria com o seu irmão. Disse que tinha uma proposta para Paulista, pois sua cunhada queria que ele passasse a vê-la em sua casa, e que ele poderia sempre que quisesse ir lanchar com a família e que quando precisassem da manteiga, ele poderia levar, garantindo contudo que o restante seria por conta deles.
Mancinha ficou aguardando a resposta de Paulista que, em tom de brincadeira, fez suspense, dizendo que ia pensar muito a respeito.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
(CONTINUA AMANHÃ)

Sempre a recuperação...

O sacrifício matou o conforto, foi preso pelo cansaço e libertado pela recuperação.

Exporta, Brasil!

Adivinhando...

Hoje é um dia de testes,
Hoje, será um desafio...
Te busquei,
Além de todos os limites...
Hoje, vou aguardar e sentir...
Hoje, vou aguardar e saber...
És capaz de adivinhar ?
És capaz de confiar?
Sei que falamos pela alma,
Sentimos com o coração,
Mas, já tentei, confesso,
Todas as comunicações...
Vasculhei o Universo,
À tua procura, e nada...
Assim, só me resta suportar...
Assim, só me resta esperar...
Vou até o fim,
Não desisto
E não me entrego...
Sabes onde eu estou,
Sei que sabes onde a espero,
Só me resta confiar,
Só me resta esperar.
Confiar no meu amor,
Confiar no entusiasmo,
Confiar na ternura,
E confiar na verdade...
Venha ! te aguardo...
Venha ! te quero!
Com a maior emoção,
Grito aos Céus:
Vem, amor !
Vem, coração !

domingo, 19 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !


CAPÍTULO XII

E enquanto aquele pedaço da historia se desenvolvia no Rio de Janeiro, do outro lado, o menino “Paulista”, já tinha viajado para o Rio de Janeiro, juntamente com o senhor Jovino, o carreteiro, que já havia chegado e solucionado o problema do emprego e da moradia do menino pernambucano.
O Sr. Jovino,na entrega da farinha de trigo em uma panificação no mesmo bairro do Rocha, conseguiu empregar o menino “Paulista, pois mensalmente o carreteiro, tinha o hábito de realizar essas entregas e seu conhecimento amistoso com o proprietário da panificação, facilitou para que ele conseguisse o emprego para o Paulista, de ajudante de padeiro e entregador de leite e pão na vizinhança local.
Por ser um menino simpático e trabalhador, obteve uma autorização para se abrigar nos fundos da padaria dormindo inicialmente em cima dos sacos de farinha de trigo.
Paulista tinha como seu “colega de quarto”, um robusto gato angorá, que fazia a segurança local, impedindo o acesso dos ratos.
Ali, o “Paulista” foi ficando e a “Mancinha” crescendo...
Tinha como obrigação diária, fazer as compras de mantimentos da casa do irmão no comércio próximo à residência.
Foi aí que, casualmente, num desses dias de sorte, encontrou o Paulista.
Nessa ocasião, já havia decorrido seis anos e ela já estava com 13 anos de idade.
Quase todos os dias Mancinha ia à padaria e aí, conversa vai conversa vem, o “Paulista” se apaixonou e num determinado dia, quando ela foi comprar o pão e o leite, ele a presenteou com dois pacotes de manteiga mineira, da melhor qualidade.
Com essa gentileza do Paulista, que emocionou Mancinha sobremaneira, pois a pobre menina já não comia manteiga há um bom tempo, estava iniciando o nascimento de um amor.
Ao chegar em casa com os dois pacotes de manteiga, sem ter levado dinheiro para comprá-los, sentiu a obrigação de contar para a sua cunhada Jandira, a verdade , fazendo com isso que o “Paulista” se tornasse uma pessoa conhecida para a família.
Como não poderia deixar de ser, a cunhada lhe fez mil perguntas, justificando sua responsabilidade sobre a segurança dela.
Mancinha explicou que Paulista era um trabalhador vindo de Pernambuco e que estava no Rio há seis anos. Continuou, afirmando que ele devia ter uns 23 anos de idade, mais dez anos do que ela.
A cunhada demonstrando preocupação, quis mais detalhes sobre o rapaz.

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O único!

O último atestado da vida se chama óbito. Muito importante, por sinal.
É o único que é passado por Deus.

Etnia brasileira

Mudando o nosso mundo

O mundo recebeu um toque divino,
Revestiu-se de relva,
Flores e frutos,
Hospedou pássaros e animais,
E pela mão de um Deus,
Fez chegar à Terra,
A bordo de uma nave,
O tão conhecido homem...
Qual seria o papel desse homem?
Que recebendo,
Um presente divino,
Repleto de condições de vida,
Fontes de todas as riquezas,
Devia ao longo do tempo,
Aperfeiçoar e melhorar...
Qual nada...
O homem se perdeu,
Fazendo de um gesto do Criador,
As coisas mais absurdas...
Queimou relva,
Pisou flores,
Comeu frutos,
Prendeu pássaros,
E caçou animais...

sábado, 18 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !

CAPÍTULO XI

Sem que qualquer um dos dois soubesse, uma nova e desenhada trilha de junção de caminhos de vida, estava se formando.Tanto para o Waldemar Queiroz da Silva, o menino pernambucano, o “Paulista”, como para a menina Hermance de Siqueira Lima.Hermance era apelidada pelos sete irmãos, como “Mancinha”, que achavam o seu primeiro nome muito forte para uma menina tão franzina e que utilizava orgulhosamente um nome raro e de origem francesa. Ela era a caçula daquela família, filha de Anthero de Siqueira Lima, um austero chefe de família, como assim o eram todos daquela época. Ainda mais que já tinha perdido sua melhor amiga, a grande companheira já falecida, a dona Felicia!
Seu Anthero sem querer, mudou todo o destino da família fluminense. Trabalhava como Guarda livros, ou seja como um antigo contador, aquele que hoje é dedicado às Ciências Contábeis. Exercia o seu trabalho no laboratório fabricante do xarope “Grindélia de Oliveira Junior”. Com a posse do novo presidente da República, em 1926, foi convidado pelo então Presidente empossado Doutor Washington Luis, a ser o novo Diretor Tesoureiro dos Correios e Telégrafos.
Denúncias políticas naquela época, idênticas as de hoje, feita pelo deputado “Roberto Jefferson”, atingiram o Presidente da República eleito e empossado - o Doutor Washington Luis- que inclusive foi deportado para a França, ficando lá exilado. Com isso, lògicamente todo o seu Ministério foi destituído. Foi dessa forma que o pai da “Mancinha”, ficou sem trabalho. Naqueles tempos, os Correios, era uma empresa estratégica do governo, pois todas as notícias, vindas do exterior ou de qualquer lugar do Brasil, transitavam pelos Correios, que inclusive as forneciam para todas as Rádios e Jornais do Brasil inteiro. Pelo fato de seu pai ter perdido o cargo na Tesouraria dos Correios, a vida de toda a família, que residia próximo a sede dos Correios, mudou completamente, tendo seu pai “Anthero”, sido obrigado a deixar imediatamente a casa e depender de amigos para colocar os filhos mais novos em hospedagem provisória. Somente a sua única filha, a Mancinha, por ter ficado por uma semana hospedada em casa de amigos, ele fez uma solicitação ao filho mais velho, já casado, que a abrigasse em sua residência. E assim foi feito, aquele era o único irmão em condições, e ai então a “Mancinha” foi residir no bairro do Rocha, no Rio de Janeiro, na antiga capital do Brasil. Mancinha, que então já estava, com oito anos de idade, teria a obrigação de ajudar a sua cunhada a cuidar das crianças, seus sobrinhos, filhos do seu irmão mais velho o Arnaldo, que era bem empregado, na Cia de Águas e Esgotos da Cidade do Rio e que vinha desenvolvendo e trabalhando nos projetos das instalações de distribuição de águas na Cidade, então, um dos maiores projetos do governo.
Pela sua grande ocupação, normalmente nunca estava em casa, e somente nos finais de semana poderia ser encontrado com a família, porque vivia acampado com as equipes de Guandu, de Xerém, de Mangaratiba etc, áreas essas ligadas aos projetos de novas instalações das redes de distribuições, praticamente inexistentes.
E enquanto aquele pedaço da historia se desenvolvia no Rio de Janeiro, do outro lado, o menino “Paulista”, já tinha viajado para o Rio de Janeiro, juntamente com o senhor Jovino, o carreteiro, que já havia chegado e solucionado o problema do emprego e da moradia do menino pernambucano.

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Essa busca incessante...

Ninguém concorda com seu passado e vive sempre buscando um futuro !

Estrelas polares cadentes

Um sonho de vida

Um dia,
Contemplando o mundo,
Buscava no seu horizonte,
O brilho,
O caminho....
Meditava, voltando ao passado,
Comparava fatos,
Comparava atitudes,
Buscas e lembranças,
E nem assim, me vinham respostas...
Cercada de encontros e desencontros,
A maior expectativa de vida
É inconsciente no ser humano...
Criam-se as vontades,
Criam-se os sonhos,
Verdades, fantasias,
Nessa busca incessante...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !



CAPÍTULO X
Jovino continuava esclarecendo o menino, pedindo que ele pensasse muito bem sobre sua saída da Terra Natal. Frisava que a amizade dos dois estava começando da maneira mais correta, entre dois homens, pela missão do trabalho e pela missão de verdades da vida.
Dizia a Paulista que ele estava iniciando muito bem sua vida fora de casa, buscando aprendizado e se educando cedo numa independência talvez forçada pela vida, mas que teria um novo alento.
Dizia que tudo seria mais fácil para ele quando tivesse já instalado numa nova cidade, com aprendizado profissional que lhe pudesse levar aos resultados que toda a população brasileira, na idade entre 14 e 15 anos gostaria de praticar - a mudança de vida radical, mas bem pensada –
Ressaltava que achava que era por aquele motivo que Deus os havia colocado juntos, pois estava bastante confiante no seu novo Eldorado!
Confortava Paulista dizendo que seu pai, de onde estivesse, estaria lhe protegendo com muita certeza, como fazia em Recife.
E enquanto esta história se desenvolvia entre os dois viajantes, uma outra história estava acontecendo, no centro da cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.
Naquela cidade, uma menina de quatro anos de idade, seria a outra ponta, do novo e próximo destino de “Paulista”, o jovem que vinha para o Rio de Janeiro e que o destino fazia com que amadurecesse repentinamente.
Sem que qualquer um dos dois soubesse, uma nova e desenhada trilha de junção de caminhos de vida, estava se formando.
Tanto para o Waldemar Queiroz da Silva, o menino pernambucano, o “Paulista”, como para a menina Hermance de Siqueira Lima.
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As louras disfarçam...

As louras não são burras.
Estão apenas disfarçando...

Estrelas estilizadas



É difícil descrever você !

Como é difícil tentar
Descrever você...
Fica tonto o poeta da rua,
Comprime a mente,
Respira fundo,
Pensa e se concentra,
Num gesto mudo,
Saca da caneta,
E mergulha fundo,
Na imagem sua...
Na profundidade do mergulho,
Abre os olhos,
Procura a sua pérola,
A mais rara jóia desta terra,
Que se esconde bem no fundo,
Do seu mar...
Junto dela,
A vida que era triste, iluminou...
Criou novos horizontes,
Devolveu forças,
E o que era forte, abrandou...
É difícil,
Mas tão claro,
Você, um sonho interminável,
Comove, inspira e recupera
Meu Universo,
Meu dia a dia,
E a minha espera....

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano !




CAPÍTULO IX


Perguntou ao menino se ele deixava no Recife alguém de sua confiança para dar notícias suas, mantendo-o em segurança, para os dias futuros. Paulista instruiu-o sobre Dona Ana de Quelé, única pessoa em quem podia confiar no Recife, embora não pertencesse a sua família. Era uma sitiante, vizinha ao sitio da família e que sempre ajudou seu pai, no desenvolvimento da sua vida agropecuária, desde plantar e colher até como criar e aumentar os seus produtos. Frisou que ela jamais o trairia e prometeu que, no futuro, quando tivesse emprego e casa para morar, mandaria por Jovino o seu endereço.
Jovino chamou Paulista para ir embora para a carreta, visto que o tempo estava começando a estourar e eles tinham que chegar a São Paulo, no máximo dali a dois dias para descarregar e ainda terem tempo para tirar um cochilo.
Completariam novamente a carga, para na manhã seguinte conferi-la e na mesma noite seguirem viagem para o Rio de Janeiro, onde Paulista ficaria sabendo o que era uma Terra abençoada.
Jovino disse ao Paulista que ele tinha sabido escolher uma Terra muito simpática e parecida com ele.
Complementou dizendo que isso faria com que ele por certo, pudesse se adaptar muito bem com os cariocas, como chamavam o povo do Rio.
Garantiu a Paulista que ele iria gostar muito.
Prosseguindo seu discurso, mostrou ao Paulista que ia iniciar a viagem pelo litoral pernambucano onde ele ia conhecer as mais comentadas praias e depois tomar o caminho da Bahia, onde ele começaria a sentir a chegada do progressista Sudeste. Lá, escolheria uma entrada pela porta aberta ao Norte, para que pudessem chegar ao Estado de São Paulo, onde ele veria inúmeras indústrias, que fazem o País andar na espera de se tornar um dos maiores produtores do mundo.
Frisou que ainda passariam antes, no Espírito Santo, onde ele conheceria também, um pouco da Terra das paixões pelas peixadas famosas, do nosso grande Brasil!
Continuando, disse que pernoitariam por dois dias, naquela Terra dos Capixabas e aproveitariam para dar uma geral no caminhão antes de seguirem para o Rio de Janeiro.
Prosseguiu, explicando ao Paulista, que subiriam algumas serras e que aquela viagem seria lenta e perigosa, mas que na realidade, lhe daria garantias de contar sempre com um bom carregamento, além de um excelente retorno de despesas, pois o frete era melhor quando se tratava de produtos de alto consumo e de reposição constante.


Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com
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Com certeza!

Do jeito que as coisas vão, brevemente teremos um curso para formar homens !

Estrela de oito pontas



Jogado ao silêncio

Jogado ao silêncio,
Sem observar à sua volta,
Estava o futuro de uma vida,
A dois...
E num triste capricho da revolta,
Transferiu os sonhos pra depois...
A força de um amor bem barulhento,
Que se agarra sempre
E não se solta,
Fez nascer nos dois o argumento,
De que nunca vai haver uma
Revolta,
Por pior que seja o momento...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano!


CAPÍTULO VIII

Paulista preferiu ir para o Rio de Janeiro, pois havia ouvido dizer que o povo de lá era maravilhoso, e que lá também tinha muitas praias iguais as de Pernambuco, sem contar que era a Capital Federal! Jovino alertou Paulista de que iriam dormir muito pouco, pois para desgastar a refeição, teriam que ficar ali na praça, assistindo aos cantadores e sanfoneiros. Instruiu o menino para dormir no caminhão, indo ele para a pensão e no dia seguinte, bem cedo iriam viajar. Iam levar pelo menos dez dias para chegar, pois tinham que incluir cargas e descargas em quase cinco mil kms. Dormiriam apenas umas cinco horas aquela noite. Depois de assistirem o sarau, foram embora. O “Paulista” para o caminhão, e o Jovino para a pensão. Lembrando que não havia pago a despesa e tendo economizado um dinheiro, o menino perguntou ao “tio” quanto lhe devia, ao que o senhor Jovino respondeu que só iria lhe cobrar qualquer despesa quando ele já estivesse fixado no Rio de Janeiro e trabalhando.
O menino Paulista, rumou para o caminhão e deitou para dormir. Fez, como habitualmente, sua oração de agradecimento, e pediu a Deus para ajudá-los em todo o percurso até a Cidade Maravilhosa onde pretendia se fixar, e com certeza, adquirir um emprego para poder viver em segurança. Já no final da oração , lembrou que sempre ouvia sua mãe afirmar que Deus, muito ajuda a quem trabalha e cedo madruga!
O dia amanhecia quando Jovino deu uma única batida forte na porta. Bastou esta única batida para que o menino “Paulista” se pusesse de pé, ansioso para conhecer o famoso Sudeste. O velho carreteiro fez menção ao lanche pedido na bodega, que, por certo, já estaria esfriando , visto que pediu queijo de coalho tostado na brasa e leite de cabra.
Jovino frisou que Paulista iria se entusiasmar muito com a viagem e que ela, por certo, seria protegida por Deus. O menino “Paulista”, cheio de entusiasmo, demonstrou para o seu mais novo tio sua ansiedade para pegar a estrada e sair conhecendo o Brasil, até então desconhecido totalmente por ele. Garantiu a Jovino não lhe dar nenhum trabalho, bem como ser para ele, no futuro, um forte motivo de orgulho,como seu tutor de vida e de negócios. Paulista frisou também admirar muito a profissão de caminhoneiro que só ajuda o país no seu crescimento, transportando a produção nordestina, que é uma base de apoio para as indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Enquanto encaminhavam-se para a bodega, Jovino lembrou que deveriam aproveitar bem a comida, pois dali em diante, só iriam comer nas bodegas das estradas por onde passassem. Chamou a atenção do menino para o fato de que dali em diante, tudo na sua vida, seria diferente, sugerindo a Paulista que passasse a olhar a vida com outros olhos, sempre com muito otimismo, pois com toda a simpatia,com que o cativara, também, quisesse ou não, traria para si qualquer outra pessoa de bem. Comparou o menino a um vencedor nato, por isso, queria acompanhar todos os seus passos até a sua vitória que, com certeza, não iria demorar muito a acontecer.
Começaram a comer, sabendo que não teriam idéia do tempo que levariam até poder saborear outros pratos.
Pediu ao garçom que embrulhasse uns doces de batata e de abóbora, uns pedaços de queijo de coalho, para levarem na mochila, pois caso tivessem dificuldade de parar na estrada para comer, teriam alguma coisa para beliscar. Perguntou ao menino se ele deixava no Recife alguém de sua confiança para dar notícias suas, mantendo-o em segurança, para os dias futuros.

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Pinte colorido

Sonhar colorido não é exclusividade dos pintores.
Portanto, pinte os seus sonhos.

Estou chegando...

Por que te amar ?

Te amar, porque és divina...
Serás sempre uma menina,
Nesse teu modo de ser...
Teus atos,
Teus sentimentos,
Tuas palavras,
São doces momentos...
Tua falta de vaidade,
Me eterniza,
Me transforma...
Não resisto aos meus anseios,
Quando me faltam os teus beijos...
Teus abraços,
Teu sorriso,
Traz a paz, sendo tão únicos...
Devolve a crença num mundo,
Todo nosso,
Por força da opção
E firmeza da união...
Bate,
Bate, coração !

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano!




CAPÍTULO VII

O senhor pode ficar tranquilo, que vou cuidar de tudo, bem direitinho e vou lhe devolver antes que a noite caia.

Menino, o meu nome é Aquiles e para adiantar o serviço, vá até a praça, e lá no fundo, você vai encontrar um enorme tanque, com um bica. Quem controla a água é uma lavadeira antiga aqui da área, chamada dona Vininha. Diga a ela que eu mandei você e que necessita de se utilizar da água. Ela com certeza, vai deixar que você pegue o necessário, porque ela também gosta de meninos como você, trabalhadores.
Paulista, bastante otimista, saiu em direção ao caminhão, que estava estacionado no outro lado da praça. Deixou por lá todos os outros apetrechos, e feliz da vida, com o balde na mão, partiu rápido em direção ao bicão público, que o senhor Aquiles lhe tinha falado, que abastecia a área, aonde todos os prestadores de serviços, enchiam as suas vasilhas para a realização das atividades de higiene e limpeza.
Em lá chegando, encontrou a dona Vininha, uma velha lavadeira, que fazia o sustento da sua família ali naquele local, lavando roupas para carreteiros e viajantes, que sempre serviam àquela Transportadora, onde O seu “tio” Jovino era filiado, já há muitos anos.
Foi se aproximando da senhora e dizendo, Vovó Vininha, eu estou chegando até aqui, para lhe pedir um pouco de água, talvez uns quatro baldes deste aqui, para fazer uma faxina no caminhão do meu tio “Jovino”.A senhora me cede?. A senhora respondeu que a um menino trabalhador, não podia negar nada. Disse que ele fizesse quantas viagens precisasse e frizou que era muito amiga do seu tio Jovino. O menino apressou-se levando o primeiro balde, pois precisava fazer o serviço antes que a noite chegasse.
Assim o fez e balde após balde, ràpidamente ele deu uma geral no caminhão, deixando tudo tinindo e brilhando. Concluído o trabalho, foi até o caminhão do senhor Aquiles, devolvendo todas as coisas que havia tomado emprestado.
De volta ao local, encontrou o “tio” Jovino, boquiaberto, admirando o seu caminhão reluzindo, sem acreditar, no que estava vendo. Feliz com o menino, chamou-o para comer e beber alguma coisa, para comemorar assim, a valentia do menino “ cabra da peste”. Na bodega, Jovino comentou que lá a comida era para gente valente como ele, que os pratos eram fortes e que Paulista com o seu trabalho, tinha provado ser um menino arretado. Mandou que ele escolhesse a comida, pois lá tinha buchada de bode, caldo de tutano de boi, sarapatel de porco, buchada de cabrito etc...
O menino acostumado a comidas fortes, deixou a escolha a cargo do “tio” Jovino, que pediu uma buchada de bode para dois. Começaram a comer, enquanto o velho carreteiro falava que já havia saído a carga. Disse
Que iam carregar bem cedo para São Paulo, e de lá seguir para o Rio de Janeiro. Tinham que levar café e farinha de trigo. Deste modo, Paulista teria que escolher, se ficaria em S.Paulo ou no Rio de Janeiro.

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Era azul...

Descobri que a cor do cavalo branco de Napoleão era azul.
Pois era dessa cor que eu via a vida...

Espiral rotativa

Um pedaço do mundo...

Sonhando acordado,
Buscando e revirando
Pensamentos...
Conflitando os meus momentos,
Vou me arguindo
E respondendo...
Serei eu, seu único amor?
Me comparo,
Me deparo...
Fico à frente dos problemas,
Esqueço-me dos dilemas...
Que te fazem ser de esquemas,
De fulanos e sicranos...
Analisando,
Peso as causas,
Os efeitos,
E sinto que não tem jeito...
Só me resta uma saída,
E, sem duvida,
Esta saída,
É te amar !

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano


CAPÍTULO VI

Eis aí minha história, de onde nasceu esta minha grande vontade de fugir daqui da Cidade, pois eu não devo aceitar mais os maus tratos. Tenho muito medo, que com este procedimento injusto, meu irmão consiga mexer com a minha mente e me transformar num ser humano totalmente indignado e fragilizado para a vida .Como toda a minha família tem muito temor dele, eu não tenho ninguém a quem possa recorrer.
Por isso, a minha idéia de fugir da Cidade. Estou muito emocionado e recorro ao Senhor, que por certo, será minha única salvação. Eu imploro, me deixe viajar com o Senhor, pelo amor de Deus! Minha mãe, também faleceu, vitimada pelo seu último parto, o do nascimento da minha irmã caçula, bem antes do trágico assassinato do meu pai.
É menino, eu tinha conhecimento da morte do teu pai, foi muito comentada nos jornais de Recife, retrucou o senhor Jovino. Vejo que você é um menino forte, corajoso e valente, como êle foi e que está correndo atrás de um futuro melhor. Acho que é muito justo, você querer vencer na vida. Por êste motivo, vou ajudar,como também vou acompanhar sua vida bem de perto e em qualquer lugar onde eu venha a lhe deixar. Agora só me resta saber, lá na sede da nossa Empresa Transportadora, quando eu vou carregar, e para onde será a nossa viagem, se para o Rio de Janeiro, ou se para São Paulo.
Enquanto isto não acontecer, faça da boléia do meu caminhão, o seu quarto, para você não dormir mais ao relento. Acho, que no máximo em dois dias, estaremos saindo com a carga para o Rio ou para São Paulo. Vamos ter um pouco de paciência. Antes, avisarei a você. Agora, tome. Esta é uma copia da chave da porta do meu possante caminhão; quando anoitecer, você pode vir para cá dormir, pois eu vou me arranjar por aí; talvez durma numa pensão vizinha. Veja lá, menino, se alguém perguntar o que está fazendo no meu caminhão, diga que é meu sobrinho, e que está tomando conta das minhas coisas.
Então, o menino, com os olhos marejados de lágrimas da emoção, agradeceu com a voz embargada.
Aí então, já se achando protegido pelo Velho carreteiro, o menino entusiasmado pela idéia do pernoite e da garantia da viagem, e observando que lhe sobrava ainda algum tempo, antes que a noite chegasse, pensou em fazer um agrado, quem sabe, uma parceria, com seu mais novo amigo. Como era um jovem bem acostumado a qualquer trabalho, e até então, nunca havia corrido de qualquer serviço braçal, logo despertou nele, uma vontade de dar a primeira ajuda para o senhor Jovino.
Saiu caminhando pela praça, em busca de um balde ou mesmo de um latão, para poder dar um trato no caminhão. Aproximando-se de um outro caminhoneiro, apresentou-se como sobrinho do Sr. Jovino e pediu emprestado um balde e uma vassoura, e também uma estopa. Vendo sua disposição em ajudar o amigo, o caminhoneiro aquiesceu, parabenizando-o e perguntando seu nome.
Então, o menino falou, pode confiar em mim, não vou perder nada do que o senhor me emprestou, e quanto ao meu nome, pode me chamar de “Paulista”. O senhor pode ficar tranquílo, que vou cuidar de tudo, bem direitinho, e vou lhe devolver antes que a noite caia.
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Não podemos esquecer...

Sempre que posso coloco os meus pés no muro.
Não podemos esquecer que a Alemanha já derrubou o seu.
Portanto, se puder, faça o mesmo.

Espectro solar

Procurando...

Soltando no ar meus pensamentos,
Não sei se estão com eles,
As verdades...
Sinto que um vazio
Faz parte do meu Universo,
Meu Universo de sonhos....
Meu Universo de conquistas...
Estarão as linhas do meu caminho,
Confusas ?
Querendo buscar no mesmo ar,
Dos pensamentos,
O motivo que me cerca e envolve ?
Por que não ir de encontro ?
Por que se torturar ?
Querendo a todo instante,
Sentir você,
Te amar ?
Quanta falta, me fazes...
Não sei mais o que sou,
Longe de ti ...
Se deito, não durmo,
E se durmo, não sinto...
E se acordo,
Chego a duvidar que dormi...
Estou só,
Com a sua silhueta,
Sinto-a e vejo-a
De todas as formas...
Ouço a sua voz,
A cada instante,
Fico atento...
Aos seus pedidos....
E no entanto,
Me conformo e peço,
Que o meu mundo,
Seja sempre o seu....

domingo, 12 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano



CAPÍTULO V

Fale para mim do seu pai e da sua mãe, e também fale um pouco da sua família.O menino “Paulista”, ainda meio assustado, ganhou confiança e coragem pedindo ao motorista que prometesse não ser traído e devolvido para o irmão, de maneira nenhuma.O carreteiro, indignou-se dizendo: Eu sou um cabra macho, que não faz estas coisas.
Então eu vou contar tudo para o senhor, desde que me prometa ainda, que vai me dar a tal carona, no seu caminhão, que preciso para chegar ao Rio de Janeiro, ou São Paulo.
Vamos lá menino, vai desembuchando logo, eu prometo vou levar você na minha boléia, mas antes, eu quero saber tim, tim, por tim, tim. Saiba que eu lhe levando, serei o seu responsável e indiretamente, serei também o culpado por qualquer coisa de ruim, que lhe venha a acontecer, nesta mudança de Cidade.
Para isto, vou tomar os devidos cuidados, e sempre em todas as vezes que eu tiver carga, para qualquer destes dois Estados, vou lhe procurar, aonde eu lhe deixar, e você que não tente me enganar, porque assim eu serei forçado a botar, a polícia do Juiz de Menores, atrás de você.
O menino, então, respirou fundo e começou uma agitada e resumida narrativa de sua vida para o senhor Jovino, seu mais novo amigo, que o ouvia atentamente. O senhor fique sabendo, que eu sou filho de uma numerosa família, somos num total de 12 (doze) irmãos, sendo cinco homens e sete mulheres, e o meu pai, sempre foi um sitiante no trabalho rural e nas lavouras de milho e cana de açúcar Era um plantador modesto de pouco café, uma vez que a nossa terra de lá, não era arroxeada e nem muito produtiva. O meu pai reforçava a sua renda, criando cabras e porcos, e ainda éramos donos de umas três vacas leiteiras, que produziam para o consumo diário da nossa família, mais ou menos uns 60 litros de leite, que ainda atendia alguns de nossos poucos colonos. Mas não faz muito tempo, o senhor deve já deve ter ouvido falar, aconteceu um crime que foi muito comentado, aqui em Olinda, o assassinato do homem mais forte da Cidade, e este homem... senhor Jovino, era o meu pai, o senhor Damião Queiroz da Silva. Ele sempre foi dotado de um físico fora do comum e bastante privilegiado, pois tinha uma grande massa muscular e pegava firme no pesado no nosso pequeno pasto. A sua altura, também rara, atingia a 2,15 mts. Era o homem mais alto da Cidade de Recife, e quando ele, passava nas ruas, chamava muito a atenção das pessoas. Era incontestável, o prestígio que gozava na Cidade pelas demonstrações públicas, que fazia da sua grande força física.
Normalmente, fazia aqui na Cidade, algumas exibições, e com a ajuda e patrocínio da nossa Prefeitura, demonstrava a sua grande força, ao se deitar ao chão, e deixar passar carros por cima de tábuas, que recobriam o seu ventre e o seu peito. Era um dos homens mais conhecidos da nossa Cidade e se utilizava deste fundamento de ser “superdotado” fisicamente, para garantir mais algum dinheiro para o sustento da sua grande família, por ocasião do período das secas provenientes das estiagens. Infelizmente, ele foi assassinado nesta mesma praça pública, vítima de um atentado à bala, por uma covarde traição, da parte de um dos maridos ciumentos que se julgava enganado pelo fato do povo dizer que sua mulher era apaixonada pelo meu pai. Esta fatalidade, este crime covarde, cometido à queima-roupa, desintegrou toda a nossa família. Eu, por ser o filho mais novo, fui indicado pelo restante dos meus irmãos, para ir morar, lá na casa desse “tal” irmão, mais velho, que por certo era mais fera, do que gente.
Eis aí minha história, de onde nasceu esta minha grande vontade de fugir daqui da Cidade, pois eu não devo aceitar mais os maus tratos. Tenho muito medo, que com este procedimento injusto, meu irmão consiga mexer com a minha mente e me transformar num ser humano totalmente indignado e fragilizado para a vida .

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(CONTINUA AMANHÃ)

Ofereça emoção!

As ofertas das bancadas seguem as opiniões do mercado.
Monte também a sua bancada e saiba ofertar diferente emoção.
Não siga o mercado comum.

Espanto

O Natal de seis meses...

Era junho...
Tocaram os sinos...
Brilhou o azul de uma luz...
Diante da esperança de uma vida...
O som dos sinos...
O brilho da luz...
Fez surgir no infinito do dia....
Um lindo e novo caminho...
Que me trouxe você...
Você, que sempre busquei...
E nunca pensava encontrar...
Nesses seis meses, afirmo...
Descobri o que é Natal !

sábado, 11 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano

CAPÍTULO IV

O velho transportador, olhando firme nos seus olhos retrucou: o que você quer de mim, ó menino?
Ele então, insistiu: só quero um conselho, preciso somente de dez minutos que me será suficiente, e o senhor me permite, que lhe peça?
O velho respondeu: ô cabra da peste!, vou te dar os dez minutos, nem mais um segundo, pois eu tenho muito o que fazer; você não conhece ainda a vida de um carreteiro, mas você me parece um bom menino, vamos nos sentar ali naquele banco da praça, para a gente conversar.
Dirigiram-se, os dois, ao banco, e sentaram-se à sombra. De imediato, o velho carreteiro perguntou: em primeiro lugar, me diga, bem depressinha, o seu nome, mas antes disso, saiba que me chamo Jovino.
O menino nervoso e bem assustado, retrucou: mas acontece..., que eu tenho medo de dizer o meu nome. O motorista insistia: e porque este medo todo, ô guri?
Enfim, o menino falou: eu tenho medo, porque estou tentando fugir da Cidade, eu sofro muito senhor Jovino, e o meu irmão mais velho, que me cria, depois da morte dos meus pais, me castiga todos os dias, e me obriga a trabalhos pesados, e ainda me bate, com um chicote e uma palmatória, quando eu faço qualquer bobagem no serviço,que eu presto a ele. Tenho um grande medo de dizer o meu nome , ser reconhecido e devolvido para ele. A minha vontade, é que encontre um enviado de Deus, que me auxilie, a sair logo deste sofrimento.
Como lhe escolhi, e estou confiando no senhor, eu vou dar um nome para o senhor, pois estou achando, que o senhor deve ser o tal enviado de Deus, que eu falei, e ainda mais porque toda pessoa, tem um nome, não é verdade? O senhor pode me chamar de “Paulista”, pois eu sou nascido, e criado lá, naquele Município, e vou carregar sempre comigo, este nome pelo resto de minha vida.
Faço questão que o senhor assim me chame também, e por onde eu possa vir a andar, ou viver, levarei sempre este nome comigo.
Mas, mesmo assim, menino sapeca, falou o transportador, ainda sabendo que você faz uso de um apelido, estou pensando muito em te ajudar, pois você me parece leal e seus olhos me passam verdades. Ainda quero saber mais algumas coisas a seu respeito. Fale para mim do seu pai e da sua mãe, e também fale um pouco da sua família.

Fonte da imagem:rogeliocasado.blogspot.com
(CONTINUA AMANHÃ)

Certamente !

O cão de rua que ladrou para mim, não ladrou por acaso.
Certamente farejou alguma coisa...

Esfinges

O hoje, o aqui, o agora

Nasci um homem,
E saí em busca
De uma vida...
Procura aqui e ali,
Pisa o solo já batido,
Por outros homens combalidos...
Que cansados da vida,
Desistiram de lutar !
De buscar no seu caminho,
Um percalço ou um carinho,
De um mundo
Feliz de viver !
Mas numa das causas vencidas,
Que era um sonho de vida,
Resolve o homem buscar !
E diante de um sonho corrente,
Joga-se à vida,
Contente,
De ver na busca,
O te amar !
Reluz ao mundo perdido,
Um sonho que fora partido,
Por nunca, te ter para amar !
E hoje,
Com glórias bem claras,
De um mundo antigo,
Que sonhava,
Confessa, estar flutuante,
Num espaço que era vazio.
Vazio e faltando pedaços,
De um mundo atroz,
Já perdido,
De um sonho nunca esquecido,
De uns olhos pretos e brilhantes !
Brilhantes, porque são tão raros,
Raros, de glórias e vitórias,
Raros, de beleza e história,
De um homem teu e ferido,
Pela vida, de um mundo sofrido,
Que hoje,
Levanta-se agora !

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano

CAPÍTULO III

O País, vivia nos anos 20, uma forte crise política, que era apelidada da crise “Café com Leite”, que convergia, toda a sua força econômica, para os Estados de Minas e São Paulo e ainda o Rio Grande do Sul, que eram os centros de grande liderança comercial e política daquela época. Crise essa, que finalmente iria culminar com a derrubada do Governo do então Presidente, o senhor Dr. Artur Bernardes.
Mas a vontade e a disposição de vida aquele menino, não alcançaria de forma alguma, qualquer visão política da vida social do País, pela sua pouca idade. O seu otimismo era muito forte e nada o faria voltar atrás. Ele só pensava em poder sair daquela vida de castigos e sofrimentos, que o seu irmão mais velho lhe impunha.
Para que se fizesse conhecido, naquele meio dos carreteiros, e pudesse ter as suas idéias respeitadas, teria que se identificar com um daqueles transportadores. Associando a vontade de se fazer notar por algum deles, passou a observar atentamente, a quem se dirigir, para expor a sua vontade em deixar Recife.
Por ser um menino esperto e trabalhador, via sempre um futuro melhor para a sua vida. Tomando como base os conselhos das pessoas mais velhas, ele se dirigiria para buscar o apoio esperado, a alguém já maduro, que por certo o ouviria, e poderia entender a sua vontade, de sair da Cidade, acreditando em toda a narrativa da sua macabra história.
Assim fez ele ao se aproximar de um deles, que teria julgado, ser o mais velho do grupo. Pedindo licença para lhe dirigir a palavra, foi logo dizendo, eu desejo um conselho, ou talvez uma ajuda quem sabe...o senhor, teria dez minutos para mim?
O velho transportador, olhando firme nos seus olhos retrucou: o que você quer de mim, ó menino?

Fonte da imagem:rogeliocasado.blogspot.com
(CONTINUA AMANHÃ)

Quero outros confeitos...

Não quero ter a vida ornada por confeitos de padaria.
Êles são perecíveis e perigosos.

Escudos de guerra dos astecas e dos incas

A triunfal espera...

Estou a tua espera,
Não sei há quanto tempo...
Sei que é importante,
Muito importante...
Não aceito e me revolto,
Me transtorno,
Me perco e me apavoro....
O tempo é carrasco,
Mas não sei mais ir
E não te ver !
E hoje, eu devo obediência
A um passado,
Um lindo sonho antigo que sonhei...
E que hoje,
Acalento deslumbrado !
Compreenda minha fixação...
Entenda a minha paixão...
Ela é pura,
Consciente e madura,
Ela é dinâmica e fortalecida
Pelos seus olhos,
Pelo seu corpo quente,
Pelo seu sorriso,
Pelo seu suor...
Pela sua voz,
Pelo seu calor,
E pela grande luz
Do nosso amor !

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano

CAPÍTULO II
Devido a morte de seus pais, ficou sob a guarda de um irmão mais velho, já emancipado. Obrigado a lhe prestar obediência, queria a todo custo, fugir dos mal tratos desse irmão, livrando-se assim, finalmente, do martírio das sovas diárias. Pensou em fugir dali para o Rio de Janeiro, a então Capital do Brasil, ou mesmo fixar moradia no Estado de São Paulo, já naquela época, o mais progressista Estado do País. Buscava ele, se engajar num futuro de independência, se afastando logo, daquele que o vitimava, fazendo uso de um vibrante chicote de couro e de uma grande palmatória, instrumento de castigo usual na educação, nos idos dos anos 20.
Caso ele não buscasse nas ruas, alguma ajuda para fugir, o seu sonho de mudança de vida, por certo iria por água abaixo. O pouco dinheiro que possuía, só lhe daria uma possibilidade de sobrevivência em qualquer outra Cidade, por no máximo, vinte dias e, se tivesse então que pagar a passagem para o Rio ou para São Paulo, esta condição de sobrevivência, por certo seria reduzida para no máximo quatro dias, o que não lhe daria a real condição de sobrevida até que começasse a trabalhar para ganhar o seu sustento.
Assim,a partir daquele momento, ele resolveu se colocar junto a porta de uma Empresa Transportadora, que trabalhava para a rica região Sudeste do Brasil e então fazer a sua tentativa de obter uma carona em qualquer um dos caminhões que fossem realizar frete para tal lugar.E assim fazendo, começou aos poucos, tentando fazer parte da reunião diária dos carreteiros, donos de veículos, condutores de cargas,etc... para poder conquistar a confiança de todos e elaborar o seu almejado e audacioso plano de fuga.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com

(CONTINUA AMANHÃ)

Ser ou ter?

Ser ou não ser, eis a questão.
Shakespeare estava certo.
Hoje os homens só se utilizam do Ter ou não Ter, que transforma tudo numa grande confusão, pela ambição.

Equilibrando cores

A cor da vida

Vesti um azul,
Num tom claro e suave,
Saí caminhando pela vida afora,
E olhando sempre o infinito,
Observei que o meu azul
Tocava o céu....
Ao tocar o céu,
O azul brilhava,
Nesse brilho que aos olhos
Ofuscava,
Vi despontar uma estrela...
A estrela que me ilumina,
E trouxe puros sentimentos,
E os mais doces momentos...
Que jamais, acreditei...
Nessa terra encontrar...
Feliz daquele que encontra
A sua estrela...
Feliz do homem que tem a mente
Iluminada !
E consegue sentir a mansidão,
Sentir toda a vibração,
Da sua estrela mulher !
Linda em todos os sentidos,
Completa,
Repleta, digna!
Pura,
Sadia,
Viva!
Que a mim só enaltece...
Que a mim só enobrece...
E faz vontade de viver,
Viver, viver...
Sòmente pra amar !

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"PAULISTA", um valente menino pernambucano

Hoje, atendendo a um pedido especial, vou voltar a editar a história de meu pai. Postarei um capítulo por dia.

CAPÍTULO I

Era início de século e mais uma vez, amanhecia um claro e lindo dia, na mais conhecida e famosa “Veneza” brasileira. Como sempre, um daqueles dias, tão comuns da nossa grande “Recife”.
E na praça, de “Olinda”, o mais iluminado dos bairros, daquela pacata Cidade, cortada pelo Rio Capibaribe,junto à Praia da Boa Viagem e do famoso distrito de “Casa Amarela”, apressado e ofegante, com passadas largas,seguia por ali, por essas principais vias da Cidade,um jovem menino, muito vivo e bastante assustado.
Olhava de um lado para o outro e ia vigiando todos os caminhos, com a certeza de que a vida lhe iria mostrar suas novas pretensões na busca de um novo destino.
Carregava em suas costas, uma pequena mochila, que abrigava no seu interior, um pequeno lanche e poucas mudas de roupas. Guardava na sua sonhadora cabeça uma nova e otimista vida, um novo e promissor caminho, que por certo, ainda era por ele ignorado, mas que na verdade, certamente, fazia parte do seu sonho.
Apesar, da pouca idade, pois era um menino de apenas 14 anos, nascido e criado no pobre Município de Paulista”, no interior da Cidade de Recife, ainda então o velho e famoso sertão de Pernambucano,sabia com convicção, o que queria da vida.
Fonte da imagem: rogeliocasado.blogspot.com

(CONTINUA AMANHÃ)

Depende do lugar...

A presença do “diabo” na Igreja é inadmissível, mas a presença de “Deus”no inferno, será sempre de alto valor para o equilíbrio do mundo.

Engrena Brasil !

Doce e suave encantamento...

Você é para mim,
Um doce e suave encantamento...
Você é para mim,
A lembrança mais fixa no meu
Pensamento ...
Ao contemplar seus olhos,
Sinto que os meus querem falar...
Falar, pra lhe dizer
Coisas, muitas coisas, querida...
Que por nosso amor, trarão
Mais vibração em nossas vidas....

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Brasileiro, o povo mais político do mundo !



Muito bom se pensarmos assim. O brasileiro é bem situado como político, mas infelizmente chegamos à conclusão de que o Brasil, por ser um país continental e litorâneo, custou muito a exercitar a sua forma de fazer política. Até hoje as nossas praias vivem cheias, e sòmente agora, estamos descobrindo que a nossa vocação é o Turismo! O nosso Congresso demonstra esse fato com certeza, pois quase todas as quintas-feiras, as malas dos nossos brasileiros já são embarcadas nos aviões, rumo às praias, haja ou não, algum projeto importante a ser votado. O brasileiro gosta de errar nas eleições, para poder manter sempre aceso o clima das discussões políticas. O mesmo eleitor que se empenhou numa luta diária para a reeleição do FHC, ficou totalmente ligado a campanha que demonstrava a insatisfação com a nova postura do Presidente. Hoje já se diz, que êle escondeu a crise, não cuidou do desemprego, foi submisso ao FMI ( fazia m...internacional), e hoje diz que o Itamar pobre coitado, teve muita razão e que o seu grande erro foi abrir as importações, que assassinaram a nossa produção. Eu confesso, sou eleitor desde 1952 e na minha visão, só assisti a erros de eleição. A única politicamente correta desde então, foi a que levou ao poder o Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira. Daí para frente, tudo errado. Logo a seguir, colocaram um louco no poder e até sua própria filha, mais tarde, fez inúmeras considerações, e foi tida como louca... Pobre TUTU, foi até internada pelo próprio pai. Conhecido como o homem da vassoura que iria acertar a área pública, teve seus primeiros decretos perturbando o sono dos anjos. Pasmem!... Proibiu a briga de galo, o uso do biquíni, o terno e gravata no palácio, a corrida de cavalos e o uso da mini-saia. Tudo isto, esquecendo do desenvolvimento que havia sido retomado pelo Presidente que saía enaltecido pelas grandes idéias no campo de transformação do país, numa potência industrial. Esse, saiu do governo nove meses depois, alegando a atuação de forças ocultas, até hoje não reveladas. Aí então, entramos no processo que até hoje nos maltrata. A não aceitação do seu substituto, o Dr. João Goulart, trouxe ao poder a ditadura militar, que já pairava na cabeça dos Coronéis, como verifiquei dentro da própria Caserna, quando estagiário,quando antes da posse do Dr. Juscelino, eu recebi um convite para participar dentro do quartel onde servia, de um abaixo assinado, que impedisse a posse da sua eleição, para mim, limpa de critérios. E daí em diante, a luta política se voltou para dar fim a tal ditadura. No entanto, se observarmos bem, a ditadura não terminou aqui no Brasil, ela vestiu uma nova capa, a do socialismo moreno. Os jornais não nos deixam mentir, tudo que se diz hoje, será o mesmo que se dirá amanhã. Vamos orar e pedir a Deus, que ele não deixe o Brasil acabar, porque o nosso País é tão grande, tão futuro, tão passado, que temos que lutar muito, para chegarmos ao presente - o presente com empregos, com saúde, com escolas, com segurança, com projetos, com crescimento, com privatização técnica - e sem mentiras. Com a fidelidade partidária, sem a corrupção, sem o despotismo, sem o contrabando, sem as denúncias infundadas e sem os privilégios, com uma justiça limpa e um poder judiciário que apóie o povo. Única razão da existência da esperança de chegarmos ao topo, na relação dos países considerados de primeiro mundo. Abandonemos a idéia de uma moeda forte, com uma economia fraca. Pensemos que o maior celeiro do mundo, em condições climáticas, é o nosso! Temos a maior disponibilidade de terras, em extensão territorial útil, com hidrovias naturais não aproveitadas e com ferrovias sucateadas. Se pensarmos que o maior país se chama BRASIL, só nos restará consertar isso! O nosso lema de crescimento, vem há muito tempo errado. O princípio básico da economia é capital e trabalho, e não como a maioria dos nossos ministros pensam, o Trabalho do Capital!
Fonte da imagem:paoeprosa.wordpress.com

Sempre os interesses...

Os votos, contados numa urna, não esclarecem os pensamentos, mas sim os interesses de cada eleitor.

Embolaram a coragem

Entrelaçados

Braços e pernas,
Entrelaçados nos seus,
Minha cabeça
Caçando no ar,
Pensamentos seus...
Assim vou...
Sentindo em você
O mais alucinado brilho,
Sentindo em você
O mais apaixonado motivo,
Sigo...
Atencioso e justo,
Carinhoso, cuido...
Brota e floresce o romance,
Ajuda e protege a alma gêmea,
Tão fêmea...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quem não conhece o Pelé ?



Quem não sabe, quem não ouviu falar de “PELÉ,” o atleta do século. A história deste homem parece às vezes mentirosa, mas felizmente, as imagens, na verdade, se projetarão por todo o caminho de séculos e séculos, e assim sucessivamente. Há alguns anos atrás, eu acompanhava um documentário na televisão, e por inteira justiça , o programa dedicou vários minutos, ao nosso atleta do século, o que emocionou, por certo, a todos os expectadores. Ao mesmo tempo, em que se exibia, diversas imagens da carreira tão brilhante, do nosso mais famoso atleta, inseriam na mesma tela, uma entrevista pessoal, do Edson Arantes do Nascimento, o aniversariante do dia, o nobre “Pelé”, e puxavam a todo instante e insistentemente, pela emoção do entrevistado, e de repente eu senti, que aquele homem, apesar de todo o seu destaque mundial, e toda a sua afortunada vida, não resistiria, e com certeza iria às lágrimas, o que não demorou muito para acontecer. Naquela imagem, que se seguia um choro de alegria, como ele mesmo definiu muito bem, nos deixou muito emocionados, quando ao término da entrevista ele a assinou, com a seguinte definição:- isso tudo, ainda é muito forte para mim... secando as lágrimas com seu lenço. E eu, muito mais emocionado, também chorando, lembrava à minha mulher, de uma cena rara, não fotografada, e nem mesmo filmada, que eu tive a felicidade de presenciar, naquela época, quando ele era ainda jogador do Santos FC . ”Pelé” desembarcava, com a equipe que era considerada a mais famosa no cenário mundial, e tudo aquilo devido a ele mesmo, o responsável, pela conquista do título do Bi campeão Mundial de clubes, na década de 1960. Não lembro exatamente do dia, em que desembarcava a equipe santista, e na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um ônibus de turismo estacionado, aguardava cada jogador embarcar, para conduzí-los a um hotel da zona Sul do Rio, para se concentrarem, até o horário da partida, que seria jogada contra o Flamengo do Rio de Janeiro. Aí então, lá vem a emoção, o nobre jogador já estava embarcado e acomodado numa das poltronas do ônibus, quando repentinamente, surgiu uma mendiga, uma senhora já bem idosa, mal trapilha, que se abrigava embaixo do viaduto, e que aos gritos, na porta do veículo ainda estacionado, pedia com insistência, Pelé, Pelé, meu ídolo, venha aqui fora por favor, quero te abraçar e te beijar, eu sou tua fã. Apesar de ser uma pobre velha, e mal trapilha, te amo muito, venha meu filho, por favor... E não é, que a nobreza daquele homem, me exibiu um lado que eu nunca tinha observado, nas pessoas famosas? Ele se levantou da poltrona, e calmamente caminhando pelo corredor do ônibus, ele fitava aquela pobre velha, sua fã, que o aguardava ansiosa, à porta do coletivo. Chegou até ela e disse:-vovó, estou aqui; e por ela foi beijado e abraçado, enquanto os outros jogadores, faziam galhofa daquela cena. Ela se despediu dizendo:-agora já posso morrer, realmente tu serás sempre um grande Rei, vai com Deus meu filho, Deus te proteja....e te ilumine. E este craque a partir daquele momento só foi sucesso absoluto no Brasil, e no Mundo....

Fonte da imagem:futebolparameninas.com.br

Não se subestime...

Queres ser feliz ?
Olhe-se num espelho, não se condene e nem se subestime.
Observe que ao fundo esconde-se o seu infinito e êle pode ser lindo ...

Elefantes jogando purrinha...

Mudando o destino...

Nosso destino mudou...
Mudou pra ser sereno,
Pra não ser pequeno,
Tornando ameno, um mundo,
Que com o ócio, acabou...
Hoje, a cabeça não pára,
A vida separa,
A ferida não sara a dor,
Que o destino plantou...
Plantou, por não ser escolhido,
Por ser muito atrevido,
Plantou pra ser muito sofrido....
Mas nosso amor é uma vida...
Vai suplantar a ferida,
Que um dia o destino criou...
Vai destruir os preceitos,
Vai criar novos conceitos,
Unificar os trejeitos
Que a nossa história citou...
Vai abrir os caminhos,
Distribuindo os carinhos,
Que a nós,
O bom Deus ensinou...